O sujeito estava andando por aí, distraído, preso em seus pensamentos, completamente alheio ao que acontecia a sua volta.
Andava pra frente por hábito, afinal não fazia ideia de onde estava indo. Talvez seu plano fosse andar até seus pés sangrarem.
Ninguém sabia. Ninguém ligava. Era apenas um cara andando na rua. Se ele está indo pra casa encontrar sua família, ou então se dirigindo à ponte mais próxima com a intenção de aplacar alguma culpa que esteja remoendo-o por dentro, pouco importa, realmente.
Escurecera. Será que ele havia percebido?
É provável que não. Porque se tivesse notado, certamente pararia de andar. Se recolheria em qualquer lugar; todos sabem que não se deve andar sozinho na rua aquela hora. Ao menos, não naquela rua.
É possível que essa fosse a verdadeira intenção dele. Estar ali, naquele momento. De qualquer jeito, o que fosse possível descobrir sobre o que passava dentro da cabeça dele, não é mais. A resposta havia morrido junto com ele.
A resposta? Será que alguém havia perguntado?
Sim cara, ele era provavelmente mais um desses 6 bilhões de seres humanos com histórias interessantes que nosso potencial limitado nunca nos dará acesso, é muito triste não ter um livro com as histórias do mundo
ResponderExcluirEra eu!
ResponderExcluirÉ que eu pareço um homem de boné, então você ficou meio confuso. Compreensível.
E o mistério é descortinado!
ResponderExcluirNão fique assim, nem todo mundo consegue decifrar enigmas com facilidade, Bernieboy.
ResponderExcluirSó as pessoas espertas e tal.