Um forte abraço aos leitores letões que, segundo o mapinha do meu blog, em algum momento e por algum motivo - ok, darei um palpite ousado agora: provavelmente, por acidente -, já o visitaram.
Eu, inclusive, num esforço para manter a minha popularidade nesse simpático país do leste europeu, fiz uma profunda pesquisa e aprendi a dizer "eu te amo" na língua letã:
Es mīlu tevi!
Caso o google tradutor tenha me traído, e essa não seja a tradução correta, por favor, alertem-me nos comentários, para que eu possa demonstrar todo o carinho e apreço que sinto por vocês da forma apropriada.
Tchau.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Livros.
Qual é o maior sintoma de que alguém perdeu a faísca na mente, na alma, que a fazia ser feliz sem motivo e triste só com razão?
Qual é o indício mais evidente de que alguém não mais sonha, não mais ingenuamente distorce a realidade pra que ela nunca o fira ? Magoe-o?
Acho que é quando ele para de escrever o que sente - porque é tanta coisa, que se não sai pela boca, se não sai pelo choro, se não sai pelo beijo, tem que sair pelo lápis. Pelo teclado.
Tinha.
Acho que é quando ele para de ler o que não sente - porque quer sentir também o que o autor sentiu.
Queria
É quando ele só lê cardápios, notícias, anúncios, informes, circulares, relatórios e documentos.
É quando só escreve documentos, relatórios, circulares, informes, anúncios, notícias e cardápios.
E assim, ele morre. Desiste. Convence-se que foi forçado a desistir.
Mas não foi.
Comprei um livro. Espero conseguir lê-lo até o fim.
Qual é o indício mais evidente de que alguém não mais sonha, não mais ingenuamente distorce a realidade pra que ela nunca o fira ? Magoe-o?
Acho que é quando ele para de escrever o que sente - porque é tanta coisa, que se não sai pela boca, se não sai pelo choro, se não sai pelo beijo, tem que sair pelo lápis. Pelo teclado.
Tinha.
Acho que é quando ele para de ler o que não sente - porque quer sentir também o que o autor sentiu.
Queria
É quando ele só lê cardápios, notícias, anúncios, informes, circulares, relatórios e documentos.
É quando só escreve documentos, relatórios, circulares, informes, anúncios, notícias e cardápios.
E assim, ele morre. Desiste. Convence-se que foi forçado a desistir.
Mas não foi.
Comprei um livro. Espero conseguir lê-lo até o fim.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Poem For My 43rd Birthday
To end up alone
In a tomb of a room
In a tomb of a room
Without cigarettes
Or wine -
Just a lightbulb
And a potbelly,
Grayhaired,
And glad to have the room.
...in the morning
They're out there
Making money;
Judges, carpenters,
Plumbers, doctors,
Newsboys, policemen,
Barbers, carwashers,
Dentists, florists,
Waitresses, cooks,
Cabdrivers...
And you turn over
To your left side
To get the sun on your back
And out of your eyes.
Charles Bukowski.
Or wine -
Just a lightbulb
And a potbelly,
Grayhaired,
And glad to have the room.
...in the morning
They're out there
Making money;
Judges, carpenters,
Plumbers, doctors,
Newsboys, policemen,
Barbers, carwashers,
Dentists, florists,
Waitresses, cooks,
Cabdrivers...
And you turn over
To your left side
To get the sun on your back
And out of your eyes.
Charles Bukowski.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Miragem
Eu estava numa festa. Ou num play.
Ou em qualquer lugar.
Meus melhores amigos estavam lá. E minhas melhores amigas também.
Ela se desculpava. Cada fio de cabelo se desculpava. Loiro, moreno, ruivo, azul. Todos eles se desculpavam.
Por ter posto o meu melhor amigo contra mim. Por ter feito tudo ficar confuso. E ele, o melhor amigo, entendia.
Desculpando-se ou não, quem se importa? Ele entendia.
Entendia que não deveria ter jogado fora o que existia. A confiança. A certeza. Um no outro.
Entendia que elas sempre estiveram lá, e que ele não deveria tê-las ignorado.
Ela...ela sorria. Na noite passada, ela sonhou que alguém a amava. E ela sabe como a sorte - a má sorte - de um homem bom pode torná-lo vil. E eu, eu, não o melhor amigo, mas eu; eu acenava com a cabeça, sinalizando que sabia. Sabia como ela tinha sofrido. Sabia como ela não merecia tudo aquilo. Como a vida, como Deus, como todos, tinham sido injustos com ela.
E por fim, ele. O apaixonado. O solitário. O espelho momentâneo do que eu me tornei permanentemente. Ele olhava pra mim à distância; aproximava-se lentamente. Estendia a mão. Olhava pra mim. E chorava.
E eu chorava mais. Muito mais. Compulsivamente.
E acendíamos um cigarro juntos. Com a areia sob nossos pés. Como costumávamos.
E eu enxergo tudo isso. Os quatro. E nada mais importa. Eu fico em paz. Depois de tanto tempo, tanto tempo...nada mais me perturba. E me embriago de felicidade.
Aquela felicidade pura que esqueci que existia. Que tive certeza que nunca mais sentiria.
Aquela que não é acompanhada de um porém. De uma lembrança amarga. De um lembrete eterno sobre como tudo tinha dado errado.
Daí eu acordo.
E noto que sonhei. Noto que nada mudou. Levanto.
Olho-me no espelho. Quem sou eu?
Por quê?
Será que algum dia...?
Abaixo a cabeça. Apoio-me na pia, e permaneço imóvel. Penso no passado, no presente e no futuro numa fração de segundos.
Sou interrompido por qualquer coisa. Lavo o meu rosto, e saio do banheiro.
Artificialmente pronto pra viver mais um dia artificial. Fingindo que sou feliz.
E assim como no dia anterior, e no dia antes desse, não faço nada pra mudar o que sinto. Convenço-me que não sei o que fazer. Que não há nada a se fazer.
Abraço uma conformidade estúpida, que assume uma impotencialidade irremediável, mas ainda assim sonha com dias melhores. Sonho com o passado.
E por fim, assim como no sonho, me imagino reunido com todos eles.
Ou em qualquer lugar.
Meus melhores amigos estavam lá. E minhas melhores amigas também.
Ela se desculpava. Cada fio de cabelo se desculpava. Loiro, moreno, ruivo, azul. Todos eles se desculpavam.
Por ter posto o meu melhor amigo contra mim. Por ter feito tudo ficar confuso. E ele, o melhor amigo, entendia.
Desculpando-se ou não, quem se importa? Ele entendia.
Entendia que não deveria ter jogado fora o que existia. A confiança. A certeza. Um no outro.
Entendia que elas sempre estiveram lá, e que ele não deveria tê-las ignorado.
Ela...ela sorria. Na noite passada, ela sonhou que alguém a amava. E ela sabe como a sorte - a má sorte - de um homem bom pode torná-lo vil. E eu, eu, não o melhor amigo, mas eu; eu acenava com a cabeça, sinalizando que sabia. Sabia como ela tinha sofrido. Sabia como ela não merecia tudo aquilo. Como a vida, como Deus, como todos, tinham sido injustos com ela.
E por fim, ele. O apaixonado. O solitário. O espelho momentâneo do que eu me tornei permanentemente. Ele olhava pra mim à distância; aproximava-se lentamente. Estendia a mão. Olhava pra mim. E chorava.
E eu chorava mais. Muito mais. Compulsivamente.
E acendíamos um cigarro juntos. Com a areia sob nossos pés. Como costumávamos.
E eu enxergo tudo isso. Os quatro. E nada mais importa. Eu fico em paz. Depois de tanto tempo, tanto tempo...nada mais me perturba. E me embriago de felicidade.
Aquela felicidade pura que esqueci que existia. Que tive certeza que nunca mais sentiria.
Aquela que não é acompanhada de um porém. De uma lembrança amarga. De um lembrete eterno sobre como tudo tinha dado errado.
Daí eu acordo.
E noto que sonhei. Noto que nada mudou. Levanto.
Olho-me no espelho. Quem sou eu?
Por quê?
Será que algum dia...?
Abaixo a cabeça. Apoio-me na pia, e permaneço imóvel. Penso no passado, no presente e no futuro numa fração de segundos.
Sou interrompido por qualquer coisa. Lavo o meu rosto, e saio do banheiro.
Artificialmente pronto pra viver mais um dia artificial. Fingindo que sou feliz.
E assim como no dia anterior, e no dia antes desse, não faço nada pra mudar o que sinto. Convenço-me que não sei o que fazer. Que não há nada a se fazer.
Abraço uma conformidade estúpida, que assume uma impotencialidade irremediável, mas ainda assim sonha com dias melhores. Sonho com o passado.
E por fim, assim como no sonho, me imagino reunido com todos eles.
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